Visceral e abdominal
Dor abdominal crônica: quando os exames estão normais, mas a dor continua
Endoscopia, colonoscopia, ultrassom e tomografia normais, mas a dor na barriga continua. Essa é uma situação frustrante e mais comum do que se imagina. A dor abdominal crônica precisa de uma investigação que vá além dos órgãos internos.
O que é e por que acontece
Além das doenças do estômago, do intestino, do fígado, da vesícula e do pâncreas, a dor abdominal crônica pode ter origem na própria parede do abdômen, como na síndrome de encarceramento do nervo cutâneo abdominal, uma causa frequentemente não diagnosticada. Também podem estar envolvidas dores de origem nervosa após cirurgias, hérnias, distúrbios funcionais, como a síndrome do intestino irritável, dor irradiada da coluna e alterações da sensibilidade visceral.
Quando procurar avaliação
Procure avaliação se a dor persiste por mais de três meses, se você já fez exames sem encontrar a causa ou se a dor surgiu após uma cirurgia abdominal. Dor súbita e intensa, febre, vômitos persistentes, sangramento ou perda de peso exigem atendimento imediato.
Como é o tratamento
O exame físico detalhado da parede abdominal e a ultrassonografia ajudam a diferenciar a dor visceral da dor da parede. O tratamento pode incluir medicamentos específicos, bloqueios guiados por ultrassom, como o do plano transverso do abdômen e dos nervos cutâneos, radiofrequência e neuromodulação, em conjunto com o gastroenterologista.
Exame normal não significa ausência de causa. Agende sua avaliação com o Dr. Eduardo Castro, médico com atuação em Medicina da Dor em Belo Horizonte.
