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Radiofrequência e neuromodulação: alívio prolongado da dor com técnica minimamente invasiva

Por Dr. Eduardo Castro 2 min de leitura

Quando a dor tem origem bem identificada, como nas articulações da coluna, no joelho ou em um nervo específico, é possível atuar diretamente nos nervos que transmitem esse sinal. A radiofrequência é uma técnica minimamente invasiva que pode oferecer alívio da dor por meses, com recuperação rápida.

O que é e como funciona

Na radiofrequência, uma agulha especial é posicionada ao lado do nervo responsável pela dor, guiada por ultrassom ou por radioscopia. Pela agulha, é aplicada uma corrente de radiofrequência. Na radiofrequência convencional (térmica), o calor controlado interrompe a transmissão da dor por aquele nervo por um período prolongado. Na radiofrequência pulsada, a corrente atua como neuromodulação, alterando a forma como o nervo transmite os sinais, sem lesioná-lo. Antes do procedimento, geralmente é feito um bloqueio diagnóstico para confirmar que aquele nervo é, de fato, a fonte da dor.

Para quem é indicado

A radiofrequência é indicada em dor facetária (artrose da coluna), dor sacroilíaca, artrose de joelho, quadril e ombro, neuralgia do trigêmeo e outras neuralgias, dor após cirurgias, dor no coto de amputação e dor crônica refratária. A escolha entre a técnica térmica e a pulsada depende da condição e do nervo envolvido.

Como é o procedimento

O procedimento é ambulatorial e dura, em média, de 30 a 60 minutos. É feito com anestesia local e, quando necessário, sedação leve, para maior conforto. Pode haver dor local por alguns dias, que costuma ser bem controlada. A maioria dos pacientes retorna às atividades habituais em poucos dias. O alívio pode durar vários meses e, se a dor voltar, o procedimento pode ser repetido.

Veja se a radiofrequência é indicada para a sua dor. Agende sua avaliação com o Dr. Eduardo Castro, médico com atuação em Medicina da Dor em Belo Horizonte.