Pós-cirúrgica
Dor crônica após cirurgia: quando a recuperação não termina
A cirurgia correu bem, a cicatriz fechou, mas a dor continua meses depois. A dor crônica pós-operatória é mais comum do que se imagina e não significa, necessariamente, que algo deu errado no procedimento.
O que é e por que acontece
Considera-se dor crônica pós-operatória aquela que persiste por mais de três meses após a cirurgia, excluídas causas como infecção ou falha do procedimento. Ela pode ocorrer após cirurgias de mama, tórax, hérnia, coluna, prótese de joelho e quadril, cesárea e amputações, entre outras. Lesões de pequenos nervos durante a cirurgia, dor intensa no pós-operatório imediato, dor prévia, ansiedade e fatores genéticos aumentam o risco. Muitas vezes, a dor tem características neuropáticas: queimação, choques e sensibilidade ao toque.
Quando procurar avaliação
Procure avaliação se a dor persiste além do tempo esperado de recuperação, se mudou de característica ou se atrapalha o sono e as atividades. Febre, vermelhidão, secreção ou piora súbita exigem avaliação imediata com a equipe cirúrgica.
Como é o tratamento
O tratamento começa pela identificação da origem da dor. Pode incluir medicamentos específicos, bloqueios de nervos guiados por ultrassom, hidrodissecção, radiofrequência, laser de alta intensidade, neuromodulação e reabilitação. Em muitos casos, é possível controlar a dor sem nova cirurgia.
A dor depois da cirurgia merece investigação. Agende sua avaliação com o Dr. Eduardo Castro, médico com atuação em Medicina da Dor em Belo Horizonte.
