Dor neurológica central
Dor na doença de Parkinson: muito além do tremor
Quando se fala em Parkinson, logo se pensa em tremor e lentidão. Mas a dor é um dos sintomas mais comuns da doença, presente em boa parte dos pacientes, e pode surgir até antes dos sintomas motores.
O que é e por que acontece
A dor no Parkinson tem várias formas. A mais frequente é a musculoesquelética, ligada à rigidez e às alterações da postura e da marcha, com dor nos ombros, na coluna e nos quadris. Também ocorrem a distonia dolorosa (contrações involuntárias, muitas vezes nos pés, especialmente pela manhã ou quando o efeito do remédio diminui), a dor radicular, a dor neuropática central e a síndrome das pernas inquietas. Identificar o tipo de dor é essencial para tratá-la.
Quando procurar avaliação
Procure avaliação se a dor está prejudicando o sono, a mobilidade ou a qualidade de vida, ou se ela piora nos períodos em que o efeito da medicação passa. Mudanças na dor também devem ser comunicadas ao neurologista.
Como é o tratamento
O tratamento é feito em parceria com o neurologista, já que ajustes na medicação do Parkinson podem melhorar a dor. Além disso, podem ser indicados medicamentos específicos, reabilitação, bloqueios guiados por ultrassom, toxina botulínica para distonia, laser de alta intensidade, terapia por ondas de choque e técnicas de neuromodulação.
Viver com Parkinson não significa conviver com dor. Agende sua avaliação com o Dr. Eduardo Castro, médico com atuação em Medicina da Dor em Belo Horizonte.
