Tratamentos
Medicina regenerativa: estimulando a recuperação dos tecidos
Em muitas dores crônicas, o problema não é apenas a inflamação, mas a dificuldade do próprio tecido em se recuperar. Tendões degenerados, cartilagem desgastada e ligamentos sobrecarregados podem se beneficiar de tratamentos que estimulam os mecanismos naturais de reparação do corpo. Essa é a proposta da medicina regenerativa.
O que é e como funciona
A medicina regenerativa utiliza substâncias capazes de estimular a reparação tecidual e modular a inflamação. Um dos recursos mais conhecidos é o plasma rico em plaquetas (PRP), obtido a partir do sangue do próprio paciente: após a coleta, o sangue é processado para concentrar as plaquetas, que contêm fatores de crescimento, e o material é aplicado na área afetada. Outras opções, como o ácido hialurônico na artrose, também podem ser associadas. Com o ultrassom, a aplicação é feita com precisão no local exato da lesão.
Para quem é indicado
A medicina regenerativa pode ser indicada em dores articulares e osteoartrose, especialmente de joelho, quadril e ombro, em tendinopatias crônicas, como epicondilite, tendinopatia patelar e do manguito rotador, em fascite plantar, em lesões musculares e ligamentares e em algumas dores lombares. A indicação depende de uma avaliação individual, considerando o tipo e o estágio da lesão.
Como é o procedimento
O procedimento é ambulatorial. Quando se utiliza PRP, faz-se uma coleta de sangue, o preparo do material e a aplicação guiada por ultrassom, com anestesia local, em cerca de 30 a 60 minutos. É comum sentir dor e inchaço leves nos primeiros dias, que fazem parte da resposta do tecido. Em geral, recomenda-se evitar anti-inflamatórios no período indicado pelo médico. A melhora costuma ser gradual, ao longo de semanas, e o tratamento pode envolver mais de uma sessão, associado à reabilitação.
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