Articulações e regiões do corpo
Epicondilite lateral e medial: o cotovelo de tenista e o cotovelo de golfista
Apesar dos apelidos esportivos, a maioria das pessoas com epicondilite nunca jogou tênis ou golfe. A condição é muito comum em quem realiza movimentos repetitivos com as mãos e os punhos, como digitar, usar o mouse, fazer trabalhos manuais ou carregar peso.
O que é e por que acontece
A epicondilite é uma tendinopatia, ou seja, uma alteração degenerativa dos tendões que se inserem no cotovelo. Na forma lateral, a dor fica na parte externa do cotovelo e piora ao estender o punho ou segurar objetos. Na forma medial, a dor fica na parte interna e piora ao flexionar o punho. Mais do que uma inflamação, trata-se de uma falha na capacidade de reparo do tendão, o que explica por que muitos casos se arrastam por meses.
Quando procurar avaliação
Procure avaliação se a dor dura mais de algumas semanas, atrapalha o trabalho ou volta sempre que você retoma as atividades. Formigamento nos dedos pode indicar compressão nervosa associada.
Como é o tratamento
O tratamento inclui ajuste das atividades, exercícios específicos de fortalecimento do tendão e, quando necessário, terapia por ondas de choque, laser de alta intensidade e medicina regenerativa guiada por ultrassom, que buscam estimular a reparação do tendão. Infiltrações com corticoide são usadas com critério, já que podem trazer alívio rápido, mas nem sempre sustentado.
Epicondilite que não melhora tem tratamento. Agende sua avaliação com o Dr. Eduardo Castro, médico com atuação em Medicina da Dor em Belo Horizonte.
