Pélvica e genital
Endometriose e dor: cólica forte não é normal
Cólicas menstruais muito intensas, que obrigam a faltar ao trabalho ou à escola, dor nas relações sexuais, ao evacuar ou ao urinar, e dor pélvica que persiste fora do período menstrual. Esses podem ser sinais de endometriose, uma doença que muitas vezes leva anos para ser diagnosticada.
O que é e por que acontece
A endometriose ocorre quando um tecido semelhante ao endométrio, que reveste o útero, cresce fora dele, em locais como ovários, peritônio, intestino e bexiga. Esse tecido provoca inflamação, aderências e dor. Com o tempo, a dor pode se tornar contínua, com participação de nervos pélvicos, da musculatura do assoalho pélvico e da sensibilização do sistema nervoso. Por isso, algumas mulheres continuam com dor mesmo após o tratamento hormonal ou cirúrgico.
Quando procurar avaliação
Procure avaliação se as cólicas são incapacitantes, se há dor nas relações sexuais ou dor pélvica persistente. Se você já tem diagnóstico de endometriose e segue com dor apesar do tratamento, o médico da dor pode somar ao cuidado.
Como é o tratamento
O tratamento da endometriose é conduzido pelo ginecologista. A Medicina da Dor atua de forma complementar, especialmente na dor persistente, com medicamentos neuromoduladores, tratamento da musculatura pélvica, bloqueios de nervos pélvicos guiados por imagem, radiofrequência e técnicas de neuromodulação, em parceria com a fisioterapia pélvica.
Cólica que incapacita não é normal. Agende sua avaliação com o Dr. Eduardo Castro, médico com atuação em Medicina da Dor em Belo Horizonte.
